quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

A todos vocês, aos que me acompanham, aos que eu acompanho e até mesmo aos que vêm cá ter através de pesquisas indecorosas no Google:

Carta aberta ao ano de 2009 (ou o maior post de todos os tempos)

Caro 2009,

Agora que te restam poucas horas de vida, constato que tenho sentimentos ambivalentes para contigo. Pensei que seria fácil deixar-te ir, de tanto que te odiei, mas parece que ficou cá dentro um certo carinho pela tua pessoa. No fundo, e por muito mau que tenhas sido, sei que poderias ter sido bem pior, dadas as circunstâncias, e isso faz-me gostar um bocadinho (assim pequenino) de ti.

Quando entraste, apanhaste-me ainda a digerir a notícia que o teu antecessor, o 2008, me deixou. Tinha um problema de saúde grave, daqueles que assustam, acabado de descobrir numas análises de rotina. Como seria isso possível, se eu me sentia tão bem? O meu mundo desabava quando chegaste. Mas tu conseguiste, logo nos teus primeiros dias, tornar a minha vida ainda pior. No início de Janeiro, atiraste a minha mãe para uma cama de hospital, com uma doença que os médicos tardavam em diagnosticar, e que a paralisava aos poucos. Tocaste-me no meu ponto mais fraco, na pessoa que mais amo nesta vida e que era (e é) o meu porto de abrigo no meio da tempestade que se abateu sobre mim. Fizeste-me reaproximar de Deus e sentir-me a mais humilde das pessoas quando entrei naquele dia, naquela igreja, e me ajoelhei perante o altar a oferecer a minha vida em troca da dela.

O diagnóstico chegou, e com ele uma nova palavra: mielite. Uma infecção na medula, de origem vírica, uma doença bastante rara, com uma incidência de apenas cerca de 2 casos por milhão de habitantes. Os médicos não sabiam o que esperar, a maioria deles nunca se tinha deparado com um quadro destes "ao vivo e a cores". Nessa altura, a minha mãe já não sentia nada do pescoço para baixo, já nem as mãos conseguia mover para me fazer um carinho. As minhas pesquisas na Internet não eram animadoras, a maioria dos relatos que encontrava eram de pessoas que nunca chegaram a recuperar a mobilidade. Mas naquele momento, o prioritário era que ela sobrevivesse.

Ao fim de uma semana a tomar corticóides e aciclovir, a febre foi cedendo, e finalmente ela foi transferida para uma enfermaria normal, onde a podíamos ver a qualquer hora do dia. Percebemos que o risco de vida tinha passado, e deste-me a primeira alegria do ano. Aí vieram as dúvidas: será que ela algum dia voltaria a andar? Tive momentos de grande desespero, como aquela noite em que reli todas as mensagens que tinha dela no meu telemóvel e fiquei em choque, com medo de que ela nunca mais fosse capaz de fazer algo tão simples como escrever uma sms, ou ir-me buscar ao trabalho. Mas a cada dia, ela surpreendia-nos com uma nova proeza. Já movia o dedo grande do pé, já sentia quando lhe tocávamos no joelho, já levava o copo da água à boca... E uma bela manhã, acordei com uma mensagem cheia de erros, que me fez chorar de alegria.
Sabes, acho que se não fossem estas pequenas conquistas, eu teria ido abaixo. Mas estas coisas que parecem insignificantes para quem está de fora, iam alimentando a esperança de que a minha mãe seria diferente dos casos que eu lia na Internet, de que ela voltaria a andar e a ser a pessoa que era antes.

Mas claro, eu a começar a erguer-me, e tu a fazeres questão de me voltar a fazer cair! Sim, 2009, estou a falar daquela última sexta-feira de Janeiro, em que saíamos os três (eu, o meu pai e a minha irmã) do hospital e nos dirigíamos para o parque de estacionamento. Chovia fortemente e eu e o meu pai partilhávamos um guarda-chuva. Já íamos a meio da passadeira, quando aquele carro decide acelerar e levar-nos à frente. Vi que a minha irmã escapou por milímetros, mas eu e o pai não tivemos tanta sorte. Foi tudo muito rápido, senti aquele impacto arrebatar-me, vi o meu pai ser projectado e achei que o tinha perdido. A minha perna doía que se fartava, mas nem me importei, levantei-me do chão e corri para ele. Vi que ele falava, que se mexia... Liguei para o 112 ainda descrente do que nos estava a acontecer: mãe internada com uma doença altamente improvável e nós atropelados, em frente ao hospital, numa passadeira, por um polícia!
Confirmei que no que toca a proteger os que amo, sou mesmo uma fera. Por pouco não bati no condutor do carro e a raiva que eu sentia não era por mim, mas pelo meu pai. Percebi nesse momento que apesar das nossas divergências do passado, também seria capaz de dar a minha vida por ele. Felizmente, e curados os hematomas, ficou só um menisco atrofiado. Poderia ter sido bem pior, de facto.

Em Fevereiro, a minha mãe foi transferida para a unidade de reabilitação. Foi difícil ao início, já que tínhamos expectativas muito elevadas e queríamos tudo para ontem, mas os progressos lá se foram dando e no dia 20, quando a minha irmã completou 22 anos, a minha mãe conseguiu fazer-lhe a surpresa de ficar em pé, já sem apoio. No meio de tanta tristeza, da falta que sentia dela em casa, estas conquistas sabiam a milagre e faziam-me chorar de felicidade. Depois vieram os primeiros passos com o andarilho, depois de mãos dadas connosco...

No final de Março, quando finalmente teve alta, já entrou em casa pelo próprio pé. A neurologista que a acompanha diz que, no que toca a mielites, o caso dela é o que de maior sucesso ela conhece. Continua a fazer fisioterapia diariamente, a não ter a sensibilidade toda nos pés, a cansar-se mais facilmente, mas consegue ter uma vida perfeitamente normal. Caminha, equilibra-se bem, conduz, faz praticamente tudo o que fazia antes. Sei a sorte que tivemos, porque li sobre muitos casos semelhantes ao da minha mãe e nenhum recuperou tanto e tão rapidamente como o dela. Fomos realmente muito abençoados, no meio do infortúnio.
Em Março foi também quando iniciei este blog, que me tem dado tantas alegrias e me tem permitido conhecer gente tão fantástica.

Abril chegou, e eu neste estado de graça, típico dos que sentem que realmente a vida lhes deu uma segunda oportunidade. Concentrei-me no trabalho, que havia ficado um pouco esquecido.

Maio foi o mês da mudança: a minha irmã arranjou o seu primeiro emprego e eu tive também outras propostas de colaboração em projectos, que prontamente aceitei. Foi ainda o mês em que comprei o meu carro novo, um grande orgulho para mim, por ter sido pago a pronto e sem a ajuda dos meus pais, exclusivamente com o meu dinheiro.

Junho: o mês do aperto no peito, pelas suspeitas de que a minha mãe pudesse ter cancro da mama. Julho prolongou essa ansiedade, foram as consultas no IPO, as biópsias e, mesmo no fim do mês, o respirar de alívio, os pulos, os abraços e as lágrimas de felicidade à saída da consulta.

Agosto foi o mês dos 26, das noites longas, das esplanadas à beira-rio e à beira mar, das tardes de praia.

Em Setembro, chegou a notícia de que a minha irmã iria trabalhar na banca, como sempre quis, e o orgulho sentido ao espalhar a notícia aos quatro ventos.

Depois veio Outubro, e aquela consulta em que me foi proposto fazer o tratamento (ao longo dos meses anteriores tinha vindo a ser submetida a vários exames desagradáveis, dos quais nem vale a pena falar). O medo, o reavivar das emoções que experienciei quando descobri esta bomba-relógio... Mas a certeza de que a minha família estará sempre lá para me apoiar e de que isso significa sempre partir para o campo de batalha em vantagem face a qualquer inimigo. Foi também em Outubro que me assaltaram o carro, estás recordado? A minha fé na humanidade ficou irremediavelmente comprometida nesse dia.

Em Novembro, mais projectos profissionais, mais trabalho, mas também a compensação financeira.

Por fim, veio o Dezembro, as primeiras doses de veneno e, com elas, as primeiras reacções adversas: a falta de apetite, os enjôos, as nódoas negras, as dores musculares, as oscilações de humor. Mas mais uma vez, tenho de me orgulhar de mim mesma: foi o mês mais agitado do ano, aquele em que mais trabalhei, e mesmo assim aguentei-me heróicamente, sem nunca faltar ao emprego, ou sem denotar qualquer sinal de fraqueza. Veio o Natal, o caos da compra das prendas em tempo record, o frio da aldeia... E eis que chegas ao fim.

Como vês, resumindo aqui tudo aquilo pelo qual me fizeste passar, és o digno vencedor do título de pior ano da minha vida. Quase que me levavas a mãe, quase que me tiraste o pai, voltaste a ameaçar a minha mãe com um cancro, fizeste-me chorar e sofrer como nenhum outro fez, obrigaste-me a trabalhar como uma escrava, a abdicar da minha vida pessoal. Não satisfeito, ainda me presenteias com um tratamento em que me injectam mata-ratos nas veias e me obrigam a tomar remédio do escaravelho em comprimidos (não é bem isso, mas é isso que o meu corpo sente).
Perante este cenário, devia estar em festa, por finalmente chegares ao fim. Sempre pensei que estaria, mas agora até me afeiçoei a ti. Foste um filho da p%#! de um ano, mas, no fim de contas, tudo se resolveu e nada foi irremediável. A minha mãe não só sobreviveu à mielite, como recuperou quase na totalidade. Isso fez-me crescer, rever as minhas prioridades, valorizar as coisas que vinha dando como inequivocamente adquiridas no meu dia-a-dia, mas que agora sei que são efémeras, e por isso devem ser bem aproveitadas e saboreadas. Eu escapei do atropelamento com umas pisaduras e o meu pai com um pequeno problema no joelho: ficámos os dois vivos para contar a estória! O nódulo da minha mãe, que tanto alarmou o radiologista, era benigno! A minha irmã realizou o seu sonho profissional! A mim, numa época de tanto desemprego e crise, nunca me faltou trabalho e foi-me dada a oportunidade de lutar contra este problema de saúde que há um ano atrás eu tinha como uma sentença de morte.

No fim de contas, também me trouxeste muitas coisas boas, 2009. Ou pelo menos, minoraste bastante as coisas más que aconteceram e que poderiam ter sido infinitamente piores. Por isso, apesar de estar feliz por acabares, sinto que te devo um obrigada e uma homenagem. Por favor, recomenda-me ao 2010, conta-lhe como me trataste, como foste injusto comigo, e pede-lhe para me compensar, que eu bem estou a precisar, ok?

Até sempre,

Cinderela

A minha única previsão para 2010

Para que não fiquem a achar que estou subnutrida

Inexplicavelmente, esta falta de apetite ainda não se repercutiu no meu peso. Mantenho os 52kg que alcancei no Verão, à custa de tantas lambarices e de muito pouco exercício físico. E cada vez olho para os 50kg com mais saudade e nostalgia...

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Dieta forçada

Ando sem apetite. Sei que preciso de me alimentar, que neste momento uma boa nutrição é essencial para ajudar à acção do tratamento, mas a hora das refeições tem sido dolorosa. Sinto-me novamente com 7 anos, o prato de comida já fria em frente a mim, os amigos lá da rua a tocarem-me à campainha para ir brincar, e a mãe irredutível na sua decisão de não me deixar sair enquanto não comer tudo.

Já lá vão 19 anos desde esse tempo, já não moro na mesma rua, os amigos dessa altura perderam-se pelo caminho e os de agora mandam sms em vez de virem cá bater à porta... Mas a mãe continua a mesma de sempre, continua a fazer o mesmo ar de chateada ao olhar para o meu prato, continua a caprichar na apresentação da comida ("porque os olhos também comem"), continua a comprar do bom e do melhor, na esperança de que desta vez eu coma tudo. E como já sou crescidinha para me proibir de sair de casa, arranja outras formas mais subtis de me chantagear. E tudo isto seria ridículo, se não fosse feito com tanto amor e com tão boa intenção, mas sendo assim até se torna engraçado. Percebo que para ela isto seja tão ou mais complicado do que para mim, que lhe custe pensar que alguma coisa pode não correr bem pelo facto de não me alimentar convenientemente, que o instinto maternal dela a leve a esquecer-se que já sou adulta, e que ao olhar para mim ela continue a ver a mesma menina de totós, que se recusava a comer o peixe e a sopa.

E eu vou continuar a fazer um esforço, a negociar com ela aquelas duas garfadas a mais que já não consigo engolir, mas que a deixam um pouco mais tranquila; vou continuar a espremer e a comprimir a comida no prato, para criar a ilusão de que as sobras são poucas; vou continuar a encher as gavetas da minha mesa no trabalho com pacotes de bolachas que não faço intenções de comer; vou continuar a beber os Capri-Sonnes de tutti frutti, os mesmos da minha infância, que na falta de algo mais consistente, "sempre têm algumas vitaminas".

Presente envenenado


Ontem, o chefe disse-me que hoje poderia ficar em casa. Pulei de contente com tamanha generosidade, apesar de achar mais do que justo, dado o meu empenho e profissionalismo ao longo de todo o ano. Só no fim do dia, ao vir embora, é que percebi que isso do "ficar em casa" era mesmo literal: deu-me tanto trabalho para fazer até amanhã, que não tenho outro remédio senão ficar mesmo em casa, em frente ao computador, na árdua labuta de sempre.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Se Jesus tivesse Twitter


Se calhar, já mudava de salão

Fui à cabeleireira retocar as minhas nuances. Uso-as em tons de mel, muito discretas, mas fazem um efeito giro, dão mais luminosidade ao rosto. O problema é que desta vez a senhora cabeleireira deixou as pratas tempo a mais, e agora estou mais loura do que gostaria.
Comigo é assim: quando é para correr mal, é mesmo para correr mal! Nem o cabelo escapa...

domingo, 27 de dezembro de 2009

Mais um dia daqueles

Porque está a chover. Porque hoje a tristeza é das fortes. Porque me apetecia adormecer e só acordar daqui a um ano. Porque há dias em que nada faz sentido. Porque sim.



Rain - Mika

You better get back
'Cause I’m ready for
More than this
Whatever it is
Baby, I hate days like this
Caught in a trap
I can't look back
Baby I hate days like this

sábado, 26 de dezembro de 2009

E até nem sabem bem com este frio...

Percebemos que uma pessoa tem demasiado tempo livre quando a vemos considerar a hipótese de assinar uma petição online para trazer o Calippo Cola de volta à Olá.
Sim, irmã, esta foi para ti. Vai mas é trabalhar, que o mestrado não se faz sozinho!

Do Natal 2009

Foi um dos piores de sempre. Quando finalmente começo a ter uma noção mais alargada de família e a nutrir carinho pelos tios que vejo 3 vezes por ano, eles acabam por me desiludir, por me fazer voltar a acreditar que a família são apenas os meus pais e a minha irmã.
A agravar a situação, começo a sentir os efeitos da medicação no meu humor: reacções agressivas, completamente desproporcionais e desadequadas, ataques violentos de tristeza... Passei a Consoada a tentar não me desfazer em lágrimas à frente de toda a a gente, a sentir-me o mais miserável dos seres à face da Terra, com pena de mim mesma. Depois passa, mas há momentos em que parece que toda e qualquer réstia de alegria é sugada para fora de mim, como se o mundo nunca mais me fosse fazer sorrir, como se não houvesse esperança. Calhou muito mal que um desses momentos tivesse de coincidir precisamente com a noite de Natal.

Quanto a presentes, como já deixei escapar, o melhor mesmo foi o da minha irmã, que decidiu oferecer-me o netbook que eu andava a ganhar coragem para comprar. Adorei, adorei, adorei! Fiquei sem palavras ao desembrulhar o pacote e ao deparar-me com ele, pequenino, branquinho e meu! Não merecia tanto, mas a minha irmã tem um coração de ouro e como este é o primeito Natal em que trabalha, decidiu que eu merecia um presente (ainda) melhor do que o costume. Digam lá que ela não é mesmo a melhor do mundo, ah?
Recebi também uma pulseira da Pandora, de que gostei muito. O resto foram aquelas prendas do costume: perfumes, brincos, bombons...


Eee pc 1005HAH Seashell

Também não tinha tido oportunidade de vos contar que no dia 22 soube o resultado de uns exames e que o termo utilizado pela médica foi "sucesso". Não foram uns exames ainda muito extensivos, mas os indicadores contemplados apontam para que eu esteja bem melhor do que à data de início do tratamento. Foram boas notícias que trouxeram algum conforto a estes dias complicados que tenho vivido. Pelo menos, parece que não está tudo a ser em vão.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Merry Christmas

Não sou a desnaturada e mal educada que vocês estão a pensar. Na verdade estes últimos dias foram tão caóticos que não deu para passar cá a desejar boas festas, ou mesmo para deixar um beijinho nos vossos blogs. No entanto, o dia de Natal é hoje, por isso espero ainda ir a tempo para vos desejar a todos um feliz Natal, com tudo aquilo a que vocês têm direito.


Mais logo volto para vos contar as minhas aventuras e desventuras, mas assim para que fiquem já com uma ideia, este é um post histórico, porque é o primeiro que escrevo directamente do meu portátil novo, um Asus Eee PC 1005 HAH.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Cliché

Sonho com aquela sexta-feira em que finalmente vou poder postar aqui o vídeo dos The Cure, o Friday I'm in Love.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

I'm loving it


O ponto alto do meu dia deu-se quando descobri que está prestes a abrir um McDonald's perto de minha casa. Senti-me feliz só de pensar que, dentro em breve, poderei passar a ir a pé buscar um Sundae de morango.

É triste que coisas dessas sejam o que de mais excitante acontece na minha vida.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Really does suck

Há quem tenha um emprego, há quem tenha um trabalho... Eu? Eu tenho um karma.

E como não há duas sem três...

... aqui fica a última das ofertas da *C*inderela:

Special Stamp for Special People

Instruções:

1. Enumerar 5 livros que gostaria de receber no Natal.

- No teu Deserto, Miguel Sousa Tavares

- Caim, José Saramago

- O Herdeiro de Oz, Gregory Maguire

- Onde Vivem os Monstros, Maurice Sendak

- O Hobbit, J. R. R. Tolkien

2. Oferecer o selo a, no mínimo, 3 blogs.

Como este ano a TMN não tem os Reis Magos a triplicar o saldo, triplico eu o mínimo recomendado e passo o desafio a 9 blogs, já que acho interessante partilharmos os nossos gostos literários.

- Desabafos e Coisas

- A cup of thoughts

- The Bloom Girl

- my catwalk

- Laetitia Sweeney Rose

- kikisses

- Entre o Sono e o Sonho

- Borboletas e pirilampos

- 6 estrelas e 1/2

E pronto, agora os próximos na lista são os selos da The Bloom Girl e o desafio da Laetitia Sweeney Rose. Me aguardem!

Dear Santa #11

Porque já começa a fartar, isto ter um passado mal resolvido sem futuro algum...

Roll the credits

Por favor! Por favor! Por favor!!!

E é desta que a malta da PETA me cai em cima

A minha vida seria bem mais fácil (e por fácil entenda-se barata) se eu gostasse de botas sintéticas.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Ah pois é, bebé!

Não querendo ser gabarolas, mas aproveitando para pôr o blog em dia, cá vai mais um recuerdo desse doce que aqui na blogosfera dá pelo nome de *C*inderela: O livro de instruções manda que...

... 1 - O ofereça a 10 blogues:
Desculpem-me mas eu prefiro brindes mais restritos, pelo que só o vou atribuir a 5 blogs, para que desta forma as escolhidas sintam que fazem parte de um grupo cuidadosamente seleccionado.






... 2 - Avise as felizes contempladas.
Vamos ver se tenho tempo!

... 3 - Diga o que achei do selo:
Achei-o amoroso! É bom ver que há por aí gente que se lembra de mim!

... 4 - Deixe um comentário no blog de quem me deu o selo.
Sir, yes sir!

Diz que é um blog cheio de fufuquices


A *C*inderela estraga-me com mimos. A continuar assim, ninguém vai poder com o peso do meu ego!

Pois que as regras do jogo mandam que...

... 1 - Exiba o selo no meu blog (ver imagem acima);

... 2 - Exiba o link da queriducha que me ofereceu este souvenir;


... 3 - Revele 3 coisinhas fofas da minha vida.

Cá vão as revelações:

-> Os meus pijaminhas quentinhos, que tão bem me aconchegam nestas noites frias!

-> A minha colecção de peluches.

-> Os meus pais e a minha irmã. São mesmo os maiores fofos de todos os tempos!

... 4 - Por último, resta-me indicar 3 blogues com fufuquices:


6 estrelas e 1/2
kikisses
Laetitia Sweeney Rose

I will survive, hey hey!

Sobrevivi à primeira semana de tratamento e já vou a meio da segunda. Os efeitos secundários começam agora a surgir: febres, tremores, arrepios, dores no corpo todo, vómitos... Ainda ontem, Domingo, acordei com uma dor de estômago tão forte que cheguei a pensar que já não me safava (I'm such a drama queen), mas o chá da mãe e os analgésicos acabaram por me devolver o sorriso. Ando exausta, fico sem fôlego só de subir um lanço de escadas, tenho nódoas negras nos sítios das picadas e o meu humor anda tão mau que só já me falta morder.
Tirando isso, estou óptima. Já perdi a fobia às agulhas, já consigo engolir 2 comprimidos de cada vez e, excepção feita aos raros momentos em que ponho tudo em causa, continuo bastante esperançosa.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ah, e tal, e o casal que actualizou o facebook e mandou uns tweets em pleno altar?

Porque bem mais importante do que beijar a noiva, é comunicar ao mundo que a partir daquele momento passámos a jogar na equipa dos enforcados... Perdão, dos casados.


Conferir aqui.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Mas ainda não penso em cortar os pulsos,´tá?


Ele sabe que eu comecei o tratamento. Ele sabe que eu tinha (e tenho) muito medo desta fase. A única coisa que ele fez foi enviar-me duas sms's de cortesia.
E sempre que eu penso que ele já não me pode desiludir mais, ele acaba sempre por me mostrar que sim, que há sempre um novo limite para a desconsideração e insensibilidade a ser ultrapassado.

Se realmente a vida me tiver reservado alguma felicidade, agora seria uma boa altura para ela acontecer, porque começo a ficar mesmo muito desanimada*.

* E desânimo é, na verdade, um eufemismo para descrever aquilo que eu sinto neste momento.

Devo ter sido muito má pessoa numa vida passada

Feriado, e eu em casa, a trabalhar. Ontem, ao final da tarde, recebemos um fax a avisar que um dos projectos no qual estou envolvida, que é financiado por fundos da União Europeia, será alvo de inspecção já na quinta-feira. Embora esteja tudo dentro dos conformes, ficamos sempre apreensivos com estas visitas, afinal de contas, se quiserem ser implicantes, vão arranjar forma de encontrar algum pormenor por onde pegar.
A modos que este dia, que deveria ser de descanso, está a ser mais um dia de trabalho. E o tempo vai passando, e o Natal está cada vez mais próximo, e eu ainda não comprei um único presente. Pior: nem sequer tenho ideia do que oferecer...

domingo, 6 de dezembro de 2009

Dear Santa #10

Porque às vezes sinto falta de uma distracção, e jogar no pc não tem assim muita piada...

Nintendo Wii


Por favor! Por favor! Por favor!!!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Quadro clínico: bring it on, bitch!

Estou surpreendentemente bem! Até agora, a única coisa que sinto é algum cansaço e ligeiras dores musculares. Nada que não se aguente, portanto. Trabalhei toda a tarde, como previsto, e nem o meu apetite se ressentiu. Espero que não seja sorte de principiante e que a minha tolerância à medicação se mantenha.
Estava preparada para o pior, por isso esta está a ser uma surpresa muito agradável. Já me passou pela cabeça a hipótese de se terem enganado na minha medicação, mas acho altamente improvável. Estou mais inclinada para acreditar que os outros doentes, que relatam 550 efeitos secundários e cada um pior do que o outro, sejam todos uma cambada de panisgas que se vão abaixo com qualquer coisinha. Eu cá sou rija, feita de outra fibra, resistente, e não será isto que me vai derrubar. (Estou obviamente a brincar, sei que, apesar de existirem padrões, cada organismo reage de forma muito própria. Deus permita que eu continue a contrariar a tendência e não sofra tanto quanto a maioria das pessoas que se submetem a este tratamento.)

Cá em casa andam todos preocupados comigo, e é o que mais me custa. A minha mãe passou a tarde a enviar-me sms's, para se certificar que eu estava bem. Quando regressei do trabalho, só faltou estender-me a passadeira vermelha, tive direito a presente e tudo. No hospital, acho que os enfermeiros ficaram mais apreensivos por ela do que por mim. Ainda por cima, no exacto momento em que iria começar com o meu veneno, não me consegui aguentar e tive um ataque de choro. Enfim, muitas emoções acumuladas, muita revolta, muito sentimento de injustiça... Não o devia ter feito, mas não me contive e sei que isso só a deixou pior, a sentir-se mais impotente por não me poder ajudar. Sei-o porque era isso que eu sentia quando, no início do ano, os papéis se inverteram e era ela que estava ali, indefesa, a combater a doença que o destino pôs no seu caminho.

Mas mudemos de assunto, que isto não é um blog de desgraças, e, afinal de contas, so far so good:

Não é que o meu F. C. P. deu 4 a 1 ao Guimarães?

Hoje foi o dia...

Hoje começou a minha batalha. A primeira dose de veneno já cá canta. Tenho a cabeça demasiado cheia de medos e dúvidas para conseguir ir visitar e comentar os blogs que me habituei a ler, ou mesmo para conseguir pensar em alguma coisa que não seja este tratamento. Até agora, praticamente não senti efeitos secundários, mas só cheguei há pouco do hospital, e é só o primeiro dia.

Diz a médica que me está a seguir que devo procurar manter a minha vida tão normal quanto me seja possível, por isso vou já trabalhar agora de tarde.
Logo, se estiver a ganhar o braço-de-ferro em que estou envolvida, volto cá. Se não aparecer, é porque estou demasiado ocupada, com a cabeça enfiada na sanita mais próxima, a regurgitar as fantásticas refeições que a minha mãe me tem preparado.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

E é para isto que a minha mãe usa a net

Mãe: Não sei como vou conseguir limpar o ferro de queimar o leite-creme. Deixaste-o num estado...

Cinderela: Não tenho culpa, tu é que deitaste pouco açúcar e por isso o creme ficou lá todo agarrado.

Mãe: Acho que na Internet há umas dicas sobre a melhor forma de se limpar os ferros. Vou lá ver o que sugerem...

É preciso dizer mais alguma coisa?

Desabafo

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Christmas is all around

A tradição cumpriu-se. Mais uma vez, a minha irmã ofereceu-me um calendário do Advento (este ano, da Hello Kitty), portanto há pelo menos um chocolatinho por dia garantido até à Consoada. Agora, se me dão licença, vou cumprir outra das tradições deste dia e vou fazer a árvore de Natal. E assim começa oficialmente mais uma quadra natalícia cá em casa.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Técnicas de engate para totós


Meus queridos:

A ver se aprendem de uma vez por todas como se faz, que isto de nos perguntarem se os nossos pais são ourives, para terem feito de nós as jóias que somos, é foleiro e só deve funcionar com um tipo de mulheres muito específico. A maioria de nós prefere uma coisa assim mais requintada, tipo este episódio que vivenciei e que aqui vos vou transcrever:

Rapaz praticamente desconhecido, com quem fui obrigada a fazer um trabalho de grupo: [ao fim de alguns minutos a conversar sobre a nossa área profissional] Fazes-me lembrar a minha orientadora de mestrado. Tens muitas expressões iguais às delas.

Cinderela: Vou tomar isso como um elogio.

Rapaz praticamente desconhecido, com quem fui obrigada a fazer um trabalho de grupo: E é mesmo para tomares. Ela é uma mulher muito charmosa...

Estão a ver? Fez uma comparação, é certo, mas foi a uma orientadora de mestrado, uma professora doutorada que exerce funções na Universidade de Coimbra, alguém que se pressupõe ser (minimamente) inteligente. E isto é completamente diferente de uma comparação com a vizinha do 1º Esquerdo, que a única coisa que faz na vida é ser boazona. Reparem ainda que a característica que ele salientou foi o charme, não foi a definição dos glúteos, ou o tamanho das glândulas mamárias.
É claro que fingi que não percebi e mudei de assunto de imediato, mas há que reconhecer mérito ao rapaz, porque de facto há já muito tempo que não recebia uma "cantada" tão subtil e com tanta classe.

Tomaram nota, meninos?

domingo, 29 de novembro de 2009

Muito mais é o que nos une, que aquilo que nos separa

E sexta ao final da tarde, eis que ele me telefona (!), a perguntar-me se tinha planos para a noite. Podia ter-me armado em parva e dito que sim, mas fui sincera, disse que não estava a pensar sair de casa. E então ele veio para a minha beira e parecia que tudo tinha voltado a ser como dantes.

Foi um bom fim-de-semana.

Curral de Moinas I love you



Fui ao cinema ver o New York I Love You. Não gostei, várias estórias com potencial individual, mas que em conjunto são mal exploradas. Nem o meu querido Orlando Bloom tornou aquela horita e meia mais interessante.

Quanto ao cenário, a cidade de Nova Iorque, pareceu-me puro pretexto para mais facilmente vender o filme, que aquilo bem podia ter tido lugar em qualquer parte do mundo: Nova Iorque, Londres, Madrid, Lisboa, Curral de Moinas, Vila Nova da Rabona... Whatever!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Hás-de ter muitos amigos, tu!

Quão estranho é estarmos a fazer um curso de formação com uma colega de faculdade que finge que não nos conhece de lado nenhum? Sempre a achei um autêntico bichinho do mato, mas isto ultrapassa todos os limites! Cinco anos de aulas teóricas em conjunto (vá, não é que eu fosse muito às teóricas, mas sempre ia dando um ar da minha graça por lá...), várias aulas práticas em que ficámos na mesma turma, e agora nem um sorriso me dirige? É triste e absolutamente patético...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Agora era um colarzinho a condizer...

A minha irmã (sim aquela que de vez em quando me acorda para confirmar que ainda pertenço ao mundo dos vivos) é a melhor do mundo. E juro que não digo isso por ela ontem me ter oferecido esta pulseira linda, em prata e pérolas de água doce.


Pronto, admito, também é por isso!

Acho que os meus desejos se andam a concretizar... Com um atraso de 10 anos!


Estão a ver o bonzão da vossa escola secundária? Ok, não é preciso que estejam literalmente a olhar para ele. Estão a imaginá-lo, pelo menos? Pois bem, ontem o ponto alto do meu dia aconteceu quando fui apresentada oficialmente àquele que era um dos rapazes mais giros do meu liceu. A coisa deu-se aí com uns 10 anos de atraso, mas acabou por acontecer.
E quem é que nos apresentou? A mãe dele! Por razões profissionais, tenho vindo contactar com a senhora, mas longe de mim imaginar que era ela a responsável por aquela obra-prima da anatomia humana. Acho que corei até às unhas dos pés, mas tentei agir com toda a naturalidade, como se efectivamente o estivesse a ver pela primeira vez na vida.
Dois minutos depois de terem ido embora, ainda eu estava a digerir aquele encontro imediato de terceiro grau, regressa a senhora, sozinha, com um sorriso maroto, a dizer que o filho me conhecia, que se lembrava muito bem de mim lá da escola. Oh yeah! Fiquei toda contente, porque nunca pensei que ele soubesse da minha existência, e, muito menos, que se lembrasse de mim passados estes anos todos. Foi bom confirmar que o meu índice de popularidade na adolescência era bastante razoável, deixou-me com a auto-estima nos píncaros.

E sim, ele continua giríssimo, mais até do que na altura, mas também mantém aquele hábito, que só augura sarilhos, de lançar charme em todas as direcções, num raio de vários quilómetros. Muito característico dos homens bonitos que sabem que o são.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Pelo menos estou com umas unhas lindas em tons de ameixa


Por acaso alguém sabe qual é o protocolo a adoptar quando deixamos cair verniz das unhas em cima do telemóvel? Usamos acetona? Diluente? Ou não fazemos nada e damo-nos por felizes por termos um telemóvel personalizado?

Ai que se calhar é ele! Não, é a Optimus outra vez...

Odeio quando recebo uma mensagem e, ao pegar no telemóvel, constato que é da Optimus, a fazer publicidade a um serviço qualquer, ou a avisar-me que o meu prazo de carregamento está a expirar. Devia processá-los pela desilusão que me causam...

A intenção é boa, mas temo que a qualidade do meu sono venha a ficar comprometida

Estava eu ferradinha a dormir quando sinto, de repente, alguma coisa entre o nariz e o lábio superior, que me fez acordar estremunhada. Era o dedo da minha irmã. Foi ao meu quarto, e para confirmar se eu ainda estava viva, resolveu sentir a minha respiração. Passado um bocado, vendo o meu pai também a dormitar, foi lá encostar-se ao peito dele, para lhe ouvir os batimentos cardíacos.
Não sei o que se passou, mas é certo que a miúda anda com medo que um de nós vá desta para melhor. A continuar assim, qualquer dia ainda encomenda um desfibrilhador pela Internet e só nos deixa passar pelas brasas ligados a uma daquelas máquinas que controlam os sinais vitais.

domingo, 22 de novembro de 2009

Desafio


A outra *C*inderela, convidou-me a partilhar umas coisinhas sobre mim. Eis as regras:

1. Seguir as regras;
2. Levar o selo acima, que identifica quem está, esteve ou estará no desafio;
3. Completar as seguintes frases:

Eu já... fui atropelada numa passadeira, em frente a um hospital, por um polícia. Custa a acreditar, mas é verdade. E depois não queria ser levada para fazer exames, porque, azar dos azares, nesse dia não tinha a depilação feita e como me tinha magoado na perna, era certo e sabido que teria de a mostrar aos médicos. Já pensaram se havia por lá assim um McDreamy? Não o queria conhecer com a depilação por fazer!

Eu nunca... consigo dormir destapada. Nem mesmo no Verão, por muito calor que esteja.

Eu sei... que sou uma pessoa capaz, competente, inteligente. Sem falsas modéstias, sou mesmo. Tenho imensos defeitos e poucas qualidades, por isso há que as publicitar!

Eu quero... superar a fase difícil que aí vem e ter uma vida longa e feliz, com os meus pais e irmã sempre junto a mim. E com ele também, porque está mais que visto que sem ele há-de faltar-me sempre uma parte muito importante.

Eu sonho... com uma penthouse em Manhattan, com um chalet nos Alpes Suíços, com um Bentley Continental Gt na garagem, com um closet do tamanho de uma aldeia olímpica, cheio de roupas e sapatos... Mas sonho também com o dia em que o mundo vai parar para ver nos notíciários que foi descoberta a cura definitiva para o cancro, com o dia em que todos os seres humanos tenham direito, pelo menos à alimentação, aos cuidados de saúde e a um tecto sob o qual se possam abrigar... (Sim, isto parece o discurso de uma candidata ao título de Miss Universo, mas juro que é verdade. Eu sou muito sensível ao sofrimento alheio e trocava de bom grado a concretização dos meus caprichos mais fúteis pela realização destes sonhos altruístas.)

4.Indicar 5 blogues para dar sequência ao desafio.
Esta é a parte difícil... Não gosto de fazer escolhas, mas regras são regras, por isso os felizes contemplados são:
- A D.
- As manas do Das duas, três!
- A Wednesday

5. As meninas desafiadas devem fazer uma visitinha ao Sonhadora nas Horas Vagas.
Et voilá!

Estou para o acordo ortográfico como os velhos de 80 anos estão para a moeda única


Acabei de ler os Capitães da Areia, do Jorge Amado. Lutei até meio do livro com o meu instinto, para não desatar ali a corrigir os erros. Do meio para a frente, envolvi-me de tal forma no enredo que acabei por me abstrair da ortografia. Mesmo assim, ainda não me conformei com o facto de aquela forma de escrita vir a ser também nossa, quase na íntegra.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Esta foi por pouco

A neura é tão grande, mas tão grande, que me passou pela cabeça voltar para o trabalho depois de jantar, até serem horas do porteiro fechar o edifício. Foi uma ideia que sofreu de morte prematura, felizmente.

Para ler ao som de uma banda sonora altamente lamechas e depressiva, tipo "All by Myself", da Celine Dion

É por levar pancadas destas que eu sou assim, o tipo de miúda que recebe uma mensagem e espera propositadamente horas para responder, que ri descaradamente quando por dentro só tem vontade de chorar, que morre de amor mas vive de orgulho, que se farta de sonhar mas nunca toma a iniciativa... A culpa não é minha, já não consigo fazer nada com o que a vida fez de mim.
Porque quando eu me encho de coragem e, contrariando a minha própria natureza, o convido, ele responde que hoje tem de dormir cedo, que fica para amanhã. Se estivessem numa situação assim, vocês também diriam que amanhã não pode ser, que já têm planos, certo? Diriam isso mesmo que tudo o que se afigura no horizonte seja uma noite exactamente igual à de hoje, de pijama e pantufas, a trabalhar para a engorda,com a caixa de bombons numa mão e o comando da TV na outra, não é verdade?

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Eu queria tanto ver estes monstrinhos fofis antes do Natal!

Por favor, digam-me que é engano e que o "Where The Wild Things Are" vai estrear ainda este ano, conforme estava previsto, e não a 11 de Fevereiro de 2010, como eu li aqui!

Eu cá sou antes pelo cliché

Odeio os fundamentalistas da Língua Portuguesa, que repugnam o termo "cliché" e acham por bem utilizar antes a expressão "lugar-comum". Não me vou pôr para aqui a discutir semântica, até porque não tenho competências para tal, mas sempre que ouço alguém falar em "lugar-comum" tudo o que me vem à mente é o Norteshopping num Domingo à tarde de chuva.

Yap, eu sou assim tão básica e literal.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Oh meu rapazinho, sou tão má pra ti!

Ele envia-me sms às 10h30 da manhã, a perguntar como estou. Eu escrevo de imediato a resposta, mas guardo-a nos rascunhos. Só tenciono enviar-lha a meio da tarde, para dar aquela ideia de que me estou nas tintas e de que ele não consta, de forma alguma, da minha lista de prioridades. Se ele soubesse...!

E qualquer dia começo a adivinhar mudanças de tempo pela dor nos ossos

Estou a ficar velha, é o que vos digo. Antigamente fazia directas com toda a facilidade*, agora, o mais tardar às 2 da manhã, já estou a cair em cima do computador. E foi precisamente o que me aconteceu esta noite. Resumindo: tenho uma apresentação para fazer hoje ao final da tarde, daqui a nada já vou trabalhar, e ainda tenho praticamente tudo por estruturar.

Vou só ali trilhar os dedos na porta do forno com muita força e já volto.


*Quer dizer, toda, toda, também não é bem assim. Custava um bocadinho, mas aguentava bem. Perdi a conta às directas que fiz na faculdade para conseguir entregar trabalhos a tempo.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Get a life!

De entre todas as espécies de idiotas que andam pela Internet, os piores são mesmo aqueles que se dedicam a comentar os vídeos do Youtube.

Morte ao iTunes


Adoro o meu iPod, adoro mesmo, mas odeio o iTunes com todas as minhas forças. Ainda agora estive imenso tempo para descobrir porque raio é que ele não agrupava as músicas de um mesmo intérprete, quando eu tinha dado ordens expressas para que o fizesse.
Demorei um bom bocado, mas cheguei lá e resolvi o problema. Ainda não foi desta que uma tecnologia conseguiu vencer-me. Hahahaha!*

*Riso maquiavélico, daqueles com eco e outros efeitos especiais, como se vê nos filmes.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Misters destes são sempre bem-vindos

O meu pai diz que o André Villas Boas não foi para o Sporting porque o FCP interferiu. Diz que leu não sei onde que é garantido que aquele pedaço de mau caminho vai treinar os dragõezinhos fofis do meu coração na próxima época, e que, dependendo dos resultados que o Jesualdo Ferreira consiga, pode até assumir funções já em Janeiro.

A Cinderela gostou da ideia e vai já ali à igreja mais próxima acender uma velinha, a ver se a notícia se confirma.

Nostalgia #9

Eu ainda sou do tempo da Ondamania.

Passados estes anos todos, não vejo qual era realmente a piada deste brinquedo. Não passava de uma mola de plástico colorido, mas o certo é que fez um sucesso enorme entre os miúdos da minha geração.

domingo, 15 de novembro de 2009

Não se ama alguém que não ouve a mesma canção

Mais rapidamente me apanham a sair com um heroinómano arrumador de carros do que com um gajo que ouça João Pedro Pais.

Nothing lasts forever and we both know hearts can change

Hoje sinto-me assim, só porque estamos em Novembro e está a chover. Quando o sol voltar, ou quando o mês terminar, isto há-de passar.

So if you want to love me
then darlin' don't refrain
Or I'll just end up walkin'
In the cold November rain


E quem não adora este vídeo (mesmo que não goste da música, ou dos Guns N' Roses) não é boa pessoa, de certeza absoluta.

sábado, 14 de novembro de 2009

Se eu postar sobre o GGM fico imune à polémica dos blogs cor-de-rosa?




Para mim, a espécie humana divide-se em dois tipos: aquelas pessoas que ao lerem os Cem Anos de Solidão precisam de fazer a árvore genealógica da família Buendía* para conseguirem acompanhar a estória sem se perderem, e aqueles seres intelectualmente mais avançados, que vão estruturando mentalmente as diferentes gerações, sem precisarem dessas panisguices.


*Recentemente vi uma edição nova do livro que já traz a árvore da família. Que batotice!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Um número é só um número

E não interessa se hoje é sexta-feira 13. O importante é que é sexta-feira e que vêm aí dois dias inteirinhos para ficar na cama a curar esta constipação.

Sim, eu sei que é triste que os meus planos se resumam a isso. E sim, também sei que só escreve no blog à sexta à noite quem não tem vida social.

Hannah Montana?! Really?!


A minha mãe saiu para fazer umas compras e acabou de chegar a casa com dois pares de meias da Hannah Montana, para mim. Sim, leram bem: Hannah Montana! E não são propriamente meias discretas, já que têm o nome da personagem impresso de cima a baixo!
Não sei se ria ou se chore... Já imaginaram se tenho um acidente, na rua ou no trabalho, e têm de me descalçar? O que é que as pessoas vão pensar, se me virem com umas meias da Hannah Montana?

Desculpa mummy, sei que a intenção foi a melhor, e que tu até nem sabias quem é a miúda (apesar da foto na etiqueta e da marca Disney poderem ser boas pistas para a maioria das pessoas), mas estas meias têm de ser devolvidas. É que eu tenho uma reputação a manter...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Dear Santa #9

Porque a minha vida anda a precisar de uma fonte de inspiração, nada melhor do que uma colecção de filmes da diva.

Box Audrey Hepburn - Couture Muse Collection Hat Box

Edição Limitada


Por favor! Por favor! Por favor!!!

Obrigada, constipação!

Hoje estou com a voz mais sexy de todos os tempos. Rouca q. b., mas sem chegar àquele ponto em que a voz nos falha e fazemos figuras tristes ao tentar comunicar verbalmente. Tenho a certeza de que faria um sucesso enorme naquelas linhas onde as chamadas têm valor acrescentado. Os velhos erectilmente disfuncionais que ligam para lá, iriam delirar ao ouvir-me.

Mais um sobre as Ninja Turtles (mas só porque eu adoro estatística e me derreto por um bom gráfico circular)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Até aposto que os nomes Donatello, Rafael, Michelangelo e Leonardo vos parecem lindos agora



Quando era miúda adorava as Tartarugas Ninja, ao ponto de o meu projecto de vida passar por ter quatro filhos, todos eles rapazes, para assim os poder baptizar com o nome dos meus ídolos.

Agora pensem na felicidade que eu sinto por já não ter feito parte da geração Pokémon: eles eram 493 e tinham nomes tão estúpidos como Suicune, Prinplup ou Teddiursa.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Não é suposto as mães usarem UGGs, pois não?

A minha mãe resolveu apoderar-se das minhas UGGs. Primeiro, só as usava em casa, como quem usa umas pantufas ("Ah e tal, porque são quentinhas..."). Agora já vai para a rua com elas, e calça-as mesmo à maneira, por cima dos jeans. E isto é realmente surpreendente, vindo de alguém que sempre se vestiu de forma tão clássica. Pressinto crise de meia idade...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Eu cá sou mais gaja de ir pelas escadas convencionais e isso é capaz de justificar muita coisa

Alguém me explica o que há assim de tão afrodisíaco nas escadas rolantes, que faz com que quase todos os casais desatem aos beijos mal põem o pé no primeiro degrau? É que eu juro que não compreendo esse fenómeno. Se ainda fosse em elevadores, aí a coisa mudava de figura, mas em escadas rolantes?! Gimme a break...!

domingo, 8 de novembro de 2009

Belchior, larga o incenso!

A Popota já voltou. A Leopoldina já voltou. Os Ferrero Rocher já voltaram. Agora eu pergunto:

E os Reis Magos da TMN, aqueles que triplicam o saldo, afinal quando voltam?

sábado, 7 de novembro de 2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Sigmund Freud, analyse this!

Esta noite tive um pesadelo como já há muito não tinha. Mas apesar de tudo, acho que lidei melhor com a situação a dormir do que alguma vez lidaria se me tivesse acontecido enquanto estou acordada.

Agora, é esperar que estas imagens se desvaneçam da minha memória. Até lá, vou andar angustiada, preocupada, de coração nas mãos. Isto não é maneira de se entrar em fim-de-semana. Não é mesmo.

Lovely Rita

A música dos Beatles à qual me referia aqui, é mesmo esta. A D. acertou!

Lovely Rita meter maid
May I inquire discreetly
When are you free to take some tea with me?

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Betty & Henry

Henry: I dont know if I'm ever gonna feel this way about anyone else.
Betty: Me neither.
Henry: So what do we do?
Betty: Well, I guess I have to just accept that I'm always gonna be a little bit in love with you, and that's ok... As long as it doesn't keep us from moving on.

Empate técnico

Não consigo decidir qual é mais sexy: um homem que saiba tocar guitarra, ou um homem que saiba jogar (bem) futebol. Para mim, estão empatados. E não me venham com o argumento para além de óbvio de que o que toca guitarra tem mais jeito com as mãos. Isso é demasiado vulgar e, por si só, não me convence.

Mas só para que se conste, quando falo em homens que saibam tocar guitarra, não contemplo espécimes tipo Tony Carreira. E quando penso que é sexy ver um homem a jogar futebol, também não penso de certeza absoluta num Ronaldinho Gaúcho, ok?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Quick quiz: alguém quer arriscar?

Só agora me dei conta de que o nome que um dia espero vir a dar à minha filha coincide com o título de uma música dos Beatles. Não foi premeditado, mas é capaz de ser giro a miúda poder dizer a toda a gente que a banda mais mediática de todos os tempos lhe dedicou uma música, muitos anos antes de ela nascer.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A manhã perfeita

A labuta hoje vai ser até às 23h, por isso a manhã ficou por minha conta, para fazer umas comprinhas com a mamã, no shopping.
Com todo o respeito que as vossas progenitoras merecem, mas a minha é mesmo a melhor do mundo. É por ela, pela coragem que me dá, pelo exemplo que sempre foi para mim, que sei que tenho forças para enfrentar a luta que aí vem. E não, não digo isto por saber que ela já andou cá a cuscar o blog, quando um dia me esqueci e deixei a página aberta (e por ser provável que tenha voltado) ;) Digo-o porque é mesmo a verdade.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Só é pena o anúncio ser feito pela Scarlett Johansson

No último rombo à conta bancária feito na Perfumes & Companhia (à custa da renovação dos meus "detergentes" para a cara), recebi umas amostras desta nova fragrância da Dolce & Gabbana e fiquei completamente apaixonada. Cheira-me (olha que verbo tão bem utilizado, dado o teor deste post!) que este pode ser o início de uma bela relação.

sábado, 31 de outubro de 2009

Este blog encontra-se oficialmente em festa


O Halloween é a minha terceira noite preferida do ano, a seguir ao Natal e ao São João, por isso hoje sou uma pessoa feliz, sem precisar de mais motivos.
Vou já ali pôr as minhas Jack-o'lanterns (as abóboras com velas dentro) na varanda e calçar os collants alusivos à data, que comprei hoje à tarde, com bruxinhas e gatos pretos, e vou fazer as travessuras todas que não faço durante o resto do ano.

Sigam o meu exemplo: passem uma noite de arrepiar e divirtam-se muuuuuiiiiiito!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Não, não quero conhecer o vosso amigo solteiro!

Odeio aquelas pessoas que, pelo simples facto de não termos namorado, se acham no direito de nos empurrar para o amigo-muito-bom-rapaz-que-também-não-tem-ninguém. Para mim, chega a ser insultuoso. Então eu se quiser não tenho capacidade de encontrar homem por mim mesma? Eu lá preciso de ajuda para me orientar neste departamento? Seriously...!
Lá porque estamos sozinhas de momento, não quer dizer que não tenhamos pretendentes, que na maioria das vezes até temos; simplesmente quer dizer que não somos nenhumas desesperadas e não nos contentamos com o primeiro camafeu que nos aparecer à frente.
Quando temos uma profissão que nos obriga a lidar com várias pessoas todos os dias, quando diariamente nos cruzamos e trocamos olhares com imensa gente na rua, no metro, no café, o que levará estes casamenteiros de trazer por casa a acreditar que a coisa se vai dar precisamente com a jóia-de-moço-que-conhecem-não-sei-de-onde?

Começo mesmo a ficar cansada de propostas destas e como o meu sorriso amarelo e a minha gentil recusa começam também a não ser suficientes para dissuadir estas pessoas tão bem intencionadas, receio bem que a minha abordagem defensiva se venha a tornar um pouco mais agressiva. Não sei, mas parece-me que um pouco de bazófia, ao melhor estilo do ainda este fim-de-semana tive três dates, e qual dos três mais parecido com o Gianecchini, pode vir a resultar...
Lamento se estou a ser ingrata, mas nunca gostei destas coisas. A pessoa digna de namorar comigo há-de aparecer, não sei se falta um dia ou um ano para que tal aconteça, mas de uma coisa eu tenho a certeza: tudo há-de acontecer por acaso, e não porque alguém achou que seria giro juntar-nos a ver no que dava.


Pronto, agora só me resta dizer-vos que este post foi uma reacção adversa ao facto de ontem uma amiga minha ter sugerido que me iria apresentar um não sei das quantas, que é tão boa pessoa, mas tão boa pessoa, que até dá aulas de Religião e Moral. Ninguém merece, pois não?

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Código Deontológico das Relações Amorosas que Chegam ao Fim


Toda a gente sabe que o Cristiano Ronaldo usa as mulheres como se de lenços descartáveis se tratassem, que as escolhe pelo tamanho das mamas e que as troca assim que outra com uma prateleira mais apetrechada aparece. Infelizmente, não é o único, que homens desses há-os por aí aos pontapés. Mas mesmo não simpatizando muito com o CR7 (o upgrade para o 9 já se fez?), independentemente do facto de ele até poder ser um cabrão para com as mulheres, isto não se faz!

Todas nós já levámos um par de patins, mas o que nos distingue umas das outras é a forma como lidamos com a situação perante os outros. No nosso íntimo, todas temos momentos em que lhes desejamos disfunção eréctil, todas temos episódios de raiva auto-dirigida em que nos questionamos porque raio estamos a sofrer tanto por alguém que nem é assim tão giro, ou que nem é assim tão... Vá, dotado! Todas desdenhamos de alguns hábitos mais estranhos dos nossos ex-namorados, todas vemos algo de panisgas e irritante na maneira deles serem. Se calhar, até podemos tecer um ou outro comentário sobre isso a uma amiga, mas não entramos em grandes detalhes e daí a divulgar informações íntimas à comunicação social (ou através do Youtube, Facebook, Hi5, Twitter ou qualquer outro meio de difusão em massa, que o tempo de antena nos jornais e nas revistas não é para quem quer) vai uma distância do tamanho da linha do equador!

Mais do que uma questão de classe e de nível, é uma questão de ética relacional amorosa, se assim lhe podemos chamar. Coisas às quais só temos acesso à custa de termos vivido uma estória com alguém, nunca, jamais devem ser partilhadas, mesmo que essa estória já tenha passado à história.

É que depois de ter conhecimento das revelações que a Nereida Gallardo anda a fazer à imprensa, creio que nenhum de nós fica a pensar no facto de o Ronaldo ter ou não pêlos púbicos. Aquilo que nos vem imediatamente à cabeça é a falta de carácter da moça, para vir devassar assim desta forma a intimidade do ex-namorado. Digam o que quiserem, esgrimem os argumentos que entenderem em defesa dela, mas para mim não há despeito que justifique um acto patético destes.

Dear Santa #8

Não é que ande com muito tempo disponível para ler, mas queria tanto! E sim, é das coisas mais baratinhas que alguma vez aqui te pedi, tão barato que eu mesma o poderia comprar, mas o que eu gostava mesmo hoje era de receber um miminho, um presentinho, de me sentir acarinhada.


O Aniversário de Astérix e Obélix


Por favor! Por favor! Por favor!!!