sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Ainda a gripe

Começou por me doer a amígdala direita, depois a direita "curou" e a dor passou para a amígdala esquerda. Hoje acordei com a esquerda impecável, mas parece que tenho outra vez uma faca espetada na direita. Quanto tempo mais é que vamos andar nisto? É assim tão complicado ficar boa dos dois lados?

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Das desculpas para ficar em casa

Apesar da gripe, vim trabalhar. Já a pessoa que tem funções de coordenação, ficou em casa porque não arranjou boleia. Salienta-se que esta pessoa tem carro próprio e que a sua área de residência é minimamente bem servida de transportes públicos.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Blame it on the flu

Ora então, no dia 23, quando eu estava a contar fazer as minhas comprinhas de Natal, comecei a sentir uma moleza muito grande, a que se seguiram umas dores por todo o corpo e uma febre que me pôs a tremer a uma cadência espantosa. Vim para casa e meti-me na cama coberta até ao nariz, com um termoventilador mesmo apontado para mim. Diz quem lá esteve que o meu quarto parecia uma sauna, mas eu continuava cheia de frio e a tremer com tanta violência que chegaram a pensar que eu estivesse a convulsionar. Duas horas e 600 mg de ibuprofeno mais tarde, vieram os calores e os suores frios, e durante a noite instalaram-se as dores de garganta.
Quando a manhã de 24 chegou, percebi que não estava em condições de sair de casa. Parecia que tinha sido atropelada por um camião. A minha irmã ofereceu-se para comprar os presentes, pelo que prontamente aceitei a oferta. Faltava só o presente dela. De tarde, enchi-me de coragem e saí da cama. Vesti-me como se fosse enfrentar o clima da Sibéria, reforcei a dose de ibuprofeno e de paracetamol e fiz aquela que foi a visita mais curta de sempre ao El Corte Ingles. Foi literalmente chegar, comprar o bendito presente e vir embora. Pelo caminho, devo ter espalhado uns quantos exemplares do vírus da minha gripe, mas como o Natal é partilha, não deve fazer mal. Só me levantei da cama para jantar, e o resto do serão passei-o deitada no sofá, a tossir frutos secos.
Ontem e hoje a rotina foi a mesma. Enquanto a medicação faz efeito, lá consigo comer alguma coisa e manter uma posição mais ou menos vertical; quando o efeito passa, voltamos às dores, à febre e às camadas de cobertores que não me conseguem aquecer.

Espero que o vosso Natal tenha sido mais agradável do que o meu, e que esteja assim justificada a ausência de mails, mensagens, comentários e posts de feliz Natal.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

23 de Dezembro

Presentes de Natal comprados: ZERO.
Ideias para presentes a comprar hoje à tarde/ hoje à noite: ZERO.
Começo a ficar ligeiramente preocupada...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

sábado, 11 de dezembro de 2010

E amanhã há mais 8 horas do mesmo

Acabo de chegar de uma aula de pós-graduação onde, para além de não ter aprendido rigorosamente NADA, ainda tive de assistir à projecção de uma apresentação em PowerPoint com ilustrações que incluíam o Winnie The Pooh.
A sério, se é para me fazerem perder o meu tempo e o meu dinheiro, ao menos podiam escolher bonecos menos panisgas.

E não se riam, que eu estou furiosa!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Pausa sem Kit Kat

Se....

a) ... ainda faltam mais de duas semanas para a passagem de ano;
b) ... a televisão não tem passado filmes sobre o Salgueiro Maia ou sobre a vida do Salazar;
c) ... não vejo palcos para os comícios do 1º de Maio;
d) ... não ouço martelinhos nem me cheira a manjerico e a sardinha assada;
e) ... tenho demasiado frio para sequer considerar a hipótese de estarem a decorrer arraiais de Verão;
f) ... me lembro perfeitamente de já ter assistido este ano às comemorações da Implantação da República;
g) ... nunca ninguém quer saber do dia em que recambiámos os Filipes para o lado de lá da fronteira.

Porque raio é que são praticamente 2 da manhã e da janela do meu quarto ainda vejo fogo de artifício?

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Podem mandar vir o Natal

Mais de um mês desde o fim do protocolo de tratamento. Mais de um mês sem as minhas "hard drugs". Exames: continua tudo ok.

Podia escrever muita coisa, mas tenho um trabalho para fazer e se começar já talvez o acabe antes das 6 da manhã e ainda consiga dormir umas duas horas.

E não estou apaixonada

Estou feliz e bem-disposta e duvido que hoje alguém consiga mudar o meu humor.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Se fosse a Everybody Hurts o caso mudava de figura

Fui falar com um dos meus professores. Durante a conversa, o telemóvel dele tocou, com a Losing My Religion dos REM. E pronto, agora até me pode dar má nota, ou ir para as aulas com a matéria mal preparada, que eu vou continuar a gostar sempre dele e a admirá-lo muito.

Não sei se ficou claro, mas para mim o problema do ensino superior em Portugal resume-se a mau gosto musical por parte do corpo docente.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Dear Santa #20

Mais um relógio, que eu bem preciso de controlar o meu tempo. Desta vez em dourado, retro, como se quer.


Casio A 168 WG

 Casio A 178

Qualquer um dos dois, que eu não sou esquisita.

A vingança serve-se fria

Num dia como o de hoje, por exemplo.

Sinto-me como nos tempos em que jogava futebol

Saí à rua com umas daquelas meias pelo joelho, por cima dos collants. Até sou capaz de me habituar.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Deve ser da chuva

Se eu disser que hoje até gostei de passar a tarde toda a estudar, vocês mandam-me internar já, ou ainda me deixam passar as festas com a família?

I ♥ heat

Todos os aquecedores/ radiadores/ termoventiladores cá de casa têm nome próprio. As leis da convivência assim o ditam.

Curiosamente, a lareira continua apenas A Lareira...

Messed up

Ainda bem que não consegui os bilhetes para os James. Esta noite não haveria de forma alguma espírito para concertos.

sábado, 4 de dezembro de 2010

A. L.

Foi hoje o funeral. Foram quase dois anos de luta, de avanços e recuos, de sofrimento e de esperança que terminaram com a derradeira vitória dessa maldita doença. Ninguém devia morrer aos 20 anos, com a vida toda pela frente. Ninguém devia receber um diagnóstico assim aos 18. E por muito que o meu coração se sensibilize com a dor daqueles pais, é a irmã quem mais me aflige. Porque eu não sou mãe, mas sou irmã e sei o que é crescer ao lado de alguém e amar essa pessoa até ao infinito. Alguém com quem brigamos e fazemos as pazes vezes sem conta; com quem partilhamos a genética, os brinquedos, os lanches, a roupa, todas as alegrias e todas as tristezas... Alguém com quem aprendemos e a quem ensinamos, que no essencial sente e pensa como nós... Uma companheira em todas as horas, uma cúmplice com quem comunicamos sem palavras, que conhece o nosso melhor e que não nos abandona nem no nosso pior.
A minha irmã é a minha pessoa e eu dava a vida por ela. E de longe, percebi que a relação daquelas duas miúdas era como a nossa. É por isso que hoje choro quem mal conheço.

A ver se a gente se entende

Este é o Dobby (Harry Potter)





Este é o Gollum (Lord of the Rings)





E este é o Yoda (Star Wars)


A geek que há em mim sente uma certa urticária quando vê por aí confusões.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Hipotermia

Há pouco, o termómetro do meu carro marcava  0º C. Sim, ZERO GRAUS. E não quero saber se comparativamente com resto da Europa esta é quase uma temperatura tropical, ou se em Bragança e na Covilhã é que faz frio a sério... Eu moro em Gaia, uma cidade do litoral. Não era suposto ser assim.

Coisas do demónio


Dark belgian chocolates with a smoth dark chocolate filling

70% cacau. Aqui, na gaveta da minha mesa de trabalho. Não me consigo concentrar enquanto não acabar com eles. Sou uma fraca.

Ainda a solidariedade

Já agora, se alguém conseguir arranjar um emprego ao António, estejam certos de que estarão a mudar a vida de uma família. Ele tem pouca escolaridade, mas tem muito boa vontade, é uma pessoa íntegra, com experiência em várias áreas, e está disposto a desempenhar qualquer função (desde que honesta). Se precisarem ou se tiverem conhecimento de alguém que precise de um colaborador aqui no grande Porto, já sabem...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Vamos todos ajudar alguém?

O António está desempregado. Tem muita vontade de trabalhar, mas não arranja emprego. A mulher está de baixa e o que recebem mal dá para fazer face àquelas despesas básicas (casa, água e luz). Sobra-lhes muito pouco para comer, e o que comem não é suficiente (nem em quantidade, nem em qualidade). Quando precisa de ir algum lado, o António vai a pé. Vai a pé ao Centro de Emprego, ao Centro de Saúde e à Segurança Social, onde tem, sem sorte, tentado obter alguma ajuda. Mesmo em dias como o de hoje, frios e de chuva, e mesmo andando subalimentado, o António anda a pé, porque o dinheiro não chega para os transportes.
Para poder comprar os medicamentos da esposa, o António deixou de tomar os seus. E a falta que aqueles remédios lhe fazem...! Há pouco tempo, fizeram-lhe uma proposta de trabalho para França. Ele queria muito ir, mas não tem dinheiro para a viagem. Por irónico que pareça, até para se sair da pobreza é preciso ter algum fundo de maneio.

Eu conheço este António, mas há muitos outros por este país fora. E quem tem alguma coisa, mesmo que não seja muito, tem obrigação de partilhar. Hoje são eles, amanhã podemos ser nós. Assim, desafio-vos a trocarem os vossos jantares de Natal por lanches de Natal e a darem o dinheiro que poupam a alguém que dele necessite para poder ter uma vida mais digna. E quantos de nós não têm vários jantares nesta altura do ano? O do trabalho, o dos colegas de faculdade, o dos amigos... Será que precisamos mesmo dessa desculpa para nos reunirmos? O efeito não seria o mesmo se trocássemos a comida por um simples chá ou café e se fizessemos estes gastos reverter a favor de quem mais precisa?
No que me diz respeito, vou fazer a minha a parte. Conheço pelo menos duas famílias carenciadas, e nem me sentiria bem na noite de Natal, em frente a uma mesa cheia de iguarias, sabendo que nada fiz para alegrar as festas de quem talvez nem sopa tenha. Façam o mesmo, ajudem a tornar melhor a vida de alguém. Nem que seja só por um dia.

Not classy. At all.

Chamem-me púdica, mas não acho piada nenhuma às fotos de vibradores nas supostas revistas femininas, metidas entre um creme para o rosto e uns pumps para a passagem de ano.